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desnascer e florescer

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visceral

(Para Laís Lapa) Hoje talvez eu pudesse escrever o verso mais dolorido [da minh’alma. Hoje, quando a calma me inunda tamanho é o desespero [perante a dor que anestesia. Se nascer dói, vos adianto que morrer um bocadinho por [dentro estando viva, também. O balanço é um só: vastidão, solitude. O vazio irriga minhas veias onde pulsara tanta vida. E pulsa! sempre pulsará. Ventre que carrega a vida. Vida que carrega o ventre, feito o […]

anatomia às avessas

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Fazer parte de uma história registrado feito fotografia Retrato emoldurado na parede da memória afetiva Gravado nos devaneios da licença poesia Paredes dessa casa-ninho onde só pousam pessoas-passarinhos, A decretar a leveza de suas asas: Amor liberto que nada pede e tudo entrega. Eu não sou uma pessoa que carrega um sentimento. Eu sou esse sentimento, que, por acaso E não mais que transitoriamente, carrega uma pessoa. Porque o corpo falece; amor floresce

manifesto atemporal

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Homem, animal insano E no auge de sua insensatez Diz que seu tempo não cabe no ano. Natureza, plena e serena Vive o mesmo tempo No mesmo compasso e ritmo Na mesma dança cósmica Que o berço do universo, que a nascente da beleza. Homem, bicho que vive de artifícios Inventou o relógio O calendário e a agenda Pra assistir com satisfatório sofrimento Seu tempo morrer de vícios. O homem cria o tempo pra perder […]

adormece

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Chuva, vem me abraçar Terra doce que espera paciente Vida que vibra fértil Ora suspira Ora revela Vida que vibra medita calmamente Atrai a gravidade derrama as águas Que as nuvens teimam em carregar Mostrando a força que só a leveza tem Nuvem de chumbo? Nuvem de algodão!

para o que nasce

visceral

Descobristes um desejo azul num jardim de girassóis e um caminho de flamboyants sangrentos que na verdade sempre viveram dentro de ti. Descobristes um poeta: (Ernesto, Pablo ou Affonso) de palavras vivas! que dependem só de si para vibrarem num papel amassado ou num livro de capa dura dourado que sempre viveram dentro de ti. Fostes também mulher: Inês, Íris, Lia, Madalena, todas elas de canto doce de doce encanto fortes tal qual Rosário livres […]

habitualmente

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A mente, por mais estranho e incrível que nos pareça não nos mente um só desejo não nos esconde uma só lembrança não nos escapa um só pensamento a mente ironicamente é a única parcela de nós que jamais mente a mente é bicho solto escondido em paredes de osso é rio represado no olhar não mente nem se deixa enganar