All posts filed under: enigmas

enigma VIII

enigmas

Este teu corpo que cintilante ao sol se faz enquanto tua pele queima e arde e o azul que incendeia teu caminhar ao passo que teu corpo corta o vento feito uma faca afiada feito esta faca amolada que são teus alvos dentes cortando o tecido de uma manga espada e sua carne amarela doce e que nos enche os lábios de sabores odores e de um prazer sem fim assim como faz tua boca […]

enigma VII

enigmas

de onde vem essa sinergia energia do eixo do mundo pião que rodando harmoniosamente no fluxo da contra mão encontra a paz num beijo bem aqui dentro do olho do furacão aqui de onde eu só consigo pedir baixinho que algum compasso seja caos que algum sentido ou sabor possa amargar mas tendo cá tais anseios por sorte frustrados eu só consigo deitar no berço do deleite dos teus abraços e contemplar teu sorriso e […]

enigma VI

enigmas

Se o amor não é tudo – como dizem o que fica, quando o amor vira revira desdobra e se contorce? O que fica quando nada mais existe e só o amor insiste como se isso fosse coisa pouca e não sendo tudo também não deixa de ser nada?

enigma V

enigmas

Pungente, é como o gosto que sinto tomando do meu próprio veneno que pra você não passa de efeito placebo quando se toma e não se sabe e nem se vê Mas que pra mim é atroz e contundente. Ardente, feito o lume de um vulcão não nasci pra ser sobejo mas flori pra ser festejo devaneio, palpitação! coração que salta peito afora paisagem em contemplação.

enigma IV

Leave a comment
enigmas

Na dúvida o risco não me guardo, nem me privo Apartas o discurso da prática queres o contrário do que não diz quando fazes esse silêncio que faz o maior barulho dentro de mim E eu me ponho pensando nas coisas que esse teu silêncio não diz e no quanto ele implora o que grita não querer Quando pedires que eu fique é porque já parti.

enigma III

Leave a comment
enigmas

Como Deusa, te criei como poeta te escrevo te ilustro, te iludes, me confessas. Corrosivamente, te exploro e explodes feito bruma leve que pousa em solo sereno. Se te fiz em palavras te desmonto em meu silêncio toda a matéria fria e vã que é teu corpo sem meus olhos teu pecado é não ser Deus, peça perdão e despeça-se.