pra quem consegue olhar

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coracional

Onda do mar
Sob sol das cinco e meia da manhã
Esquenta e salga as pernas
De quem transita em sua margem linear

O sopro verde da hortelã
Refrescante feito colírio
Em iris resseca
Ou chuva em piso rachado
(Que faz subir aquela quase invisível poeira)

Dente cravado
Em pele de fruta tropical
Açucara
Feito flor de Açucena
Acenando aos olhos de quem está atento
Diante das pequenas sutilezas

Abraço que é também mergulho
Bordado de coisa rara
Feito linhas o sorriso
Que mora entre maçãs

O tom laranja
Rasgando o céu
Rompendo o dia
Também é lar
É ombro abrigo.

Pra quem consegue olhar
E ver.

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