gume

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coracional

O ciúme dói
feito alicate arrancando dente
feito alfinete invadindo o dedo
feito pavio queimando a pele fria
enchendo de sangue “os zói”

O ciúme esfria a espinha
e corrói a sanidade
embrulha o estômago
feito presente de grego
e o entrega de bandeja
à senhora Dona Vaidade
que perde o prumo, o destino e a linha

O ciúme amarga a boca
e a enche de palavras fustigadas
por um copo de cólera
e conscientemente
machuca e fere
aquele que sente
deixando a alma oca

O ciúme bota o amor pra correr
e este foge ferido, tolhido
foge pulando o muro
foge batendo o portão
o ciúme só encontra o próprio umbigo
desencontrando o amor do próprio amor
que convalescido e machucado
termina por padecer

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