Month: Novembro 2016

anatomia daquilo que dói

coracional

Afronte o véu que te faz humano insano e frágil feito vidro em pedra. Se despeça da tua alma de pura luz e recebe tua corrosiva dor. Aceita quem tu és te perdes de ti se esvai com a corrente ensandecidamente pois depois de um segundo sem inspirar suspirar sussurrar quem tu és? já não és mais ninguém além do que carregas dentro deste peito febril. Como ser humano e não ser fétido? como ser […]

enigma VII

enigmas

de onde vem essa sinergia energia do eixo do mundo pião que rodando harmoniosamente no fluxo da contra mão encontra a paz num beijo bem aqui dentro do olho do furacão aqui de onde eu só consigo pedir baixinho que algum compasso seja caos que algum sentido ou sabor possa amargar mas tendo cá tais anseios por sorte frustrados eu só consigo deitar no berço do deleite dos teus abraços e contemplar teu sorriso e […]

enigma VI

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Se o amor não é tudo – como dizem o que fica, quando o amor vira revira desdobra e se contorce? O que fica quando nada mais existe e só o amor insiste como se isso fosse coisa pouca e não sendo tudo também não deixa de ser nada?

enigma V

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Pungente, é como o gosto que sinto tomando do meu próprio veneno que pra você não passa de efeito placebo quando se toma e não se sabe e nem se vê Mas que pra mim é atroz e contundente. Ardente, feito o lume de um vulcão não nasci pra ser sobejo mas flori pra ser festejo devaneio, palpitação! coração que salta peito afora paisagem em contemplação.

enigma IV

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Na dúvida o risco não me guardo, nem me privo Apartas o discurso da prática queres o contrário do que não diz quando fazes esse silêncio que faz o maior barulho dentro de mim E eu me ponho pensando nas coisas que esse teu silêncio não diz e no quanto ele implora o que grita não querer Quando pedires que eu fique é porque já parti.

enigma III

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Como Deusa, te criei como poeta te escrevo te ilustro, te iludes, me confessas. Corrosivamente, te exploro e explodes feito bruma leve que pousa em solo sereno. Se te fiz em palavras te desmonto em meu silêncio toda a matéria fria e vã que é teu corpo sem meus olhos teu pecado é não ser Deus, peça perdão e despeça-se.