Month: Julho 2016

primavera visceral

visceral

Do lado esquerdo deste peito entre o seio transverso do pericárdio e o arco da aorta em movimentos involuntários explodem primaveras viscerais Bem aqui do lado esquerdo deste feito quase que por fisiológica necessidade sentimentos e palavras percorrem dentre os vasos onde de dentro transbordam e flutuam em espirais Aqui dentro neste entranhado peito mora uma poesia que já nasce anarquista: fêmea, divina, e marginal! Entre estas veias correm sem qualquer limiar ou pudor algo […]

a fuga e o deleite

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visceral

Ela pensava: Quem és tu? De onde vens e pra onde vais? Quais teus devaneios e desejos? Como podes me pedir tão pouco Como ao passo que me desconheces Podes penetrar tão profundo em meu mundo? A fuga, O olhar que se desencontra propositalmente Os cabelos que emolduram um olhar que se esconde Pelo receio da descoberta Da doce descoberta e do despertar Que imprime uma verdade que nada pede, Mas que tudo entrega É […]