manifesto atemporal

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visceral

Homem, animal insano
E no auge de sua insensatez
Diz que seu tempo não cabe no ano.

Natureza, plena e serena
Vive o mesmo tempo
No mesmo compasso e ritmo
Na mesma dança cósmica
Que o berço do universo,
que a nascente da beleza.

Homem, bicho que vive de artifícios
Inventou o relógio
O calendário e a agenda
Pra assistir com satisfatório sofrimento
Seu tempo morrer de vícios.

O homem cria o tempo pra perder
Quanto mais tempo se tem pra passar
Mais tempo se anseia ter pra matar
E a natureza, moça bonita e sempre florida,
Passa os dias a colorir, perfumar e contemplar.

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