Month: Maio 2014

anatomia às avessas

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visceral

Fazer parte de uma história registrado feito fotografia Retrato emoldurado na parede da memória afetiva Gravado nos devaneios da licença poesia Paredes dessa casa-ninho onde só pousam pessoas-passarinhos, A decretar a leveza de suas asas: Amor liberto que nada pede e tudo entrega. Eu não sou uma pessoa que carrega um sentimento. Eu sou esse sentimento, que, por acaso E não mais que transitoriamente, carrega uma pessoa. Porque o corpo falece; amor floresce

manifesto atemporal

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visceral

Homem, animal insano E no auge de sua insensatez Diz que seu tempo não cabe no ano. Natureza, plena e serena Vive o mesmo tempo No mesmo compasso e ritmo Na mesma dança cósmica Que o berço do universo, que a nascente da beleza. Homem, bicho que vive de artifícios Inventou o relógio O calendário e a agenda Pra assistir com satisfatório sofrimento Seu tempo morrer de vícios. O homem cria o tempo pra perder […]